Companheiro de mãe de criança morta com sinais de agressão física é preso na Paraíba

O companheiro da mãe da criança morta com sinais de agressão, em João Pessoa,foi preso na noite de sexta-feira (1º), suspeito de envolvimento no crime. A mãe está presa preventivamente por suspeita de tortura e morte do menino, que tinha pouco mais de um ano.

O homem foi preso pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) na cidade de Sobrado, no interior da Paraíba,. De acordo com o delegado Rodolfo Santa Cruz, ele e é apontado pela mãe do bebê como responsável pelas agressões que ocasionaram na morte da criança.

O delegado Rodolfo Santa Cruz informou que o suspeito não quis se pronunciar sobre o caso e negou envolvimento no crime. Uma coletiva de imprensa será concedida na segunda-feira (4), com os órgãos envolvidos na investigação do caso, para detalhar o caso.

Segundo a mãe do bebê, a criança teria sofrido uma queda, mas os profissionais de saúde indicaram hematomas pelo corpo da criança. Os médicos afirmaram que os hematomas tinham características de lesões repetitivas em várias partes do corpo, inclusive uma grave agressão ao cérebro.

De acordo com o Hospital de Trauma de João Pessoa, a criança teria sido levada inicialmente para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Cruz das Armas, vinda do bairro Jardim Veneza. Devido à gravidade da situação, a criança foi transferida para o Hospital de Trauma pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Ela já chegou intubada, em estado grave, por volta das 22h de quarta (30), mas morreu por volta das 7h de quinta-feira (31).

Na sexta, foi decretada a prisão preventiva da mãe da criança. A mulher passou por audiência de custódia e foi levada para o Presídio Feminino Júlia Maranhão, em Mangabeira, na zona sul de João Pessoa. Ela havia sido autuada em flagrante por suspeita de crime de tortura resultando na morte do bebê.

A mulher deve perder a guarda dos irmãos da vítima, dois meninos, um de quatro anos e outro de quatro meses. A Promotoria de Justiça deve pedir a suspensão temporária do poder familiar da mãe, mas a prioridade é deixar os irmãos com a família. Após o crime, os dois filhos da suspeita foram retirados da comunidade onde moravam, pelo Conselho Tutelar, e levados para uma instituição de João Pessoa, onde estão acolhidos.

G1/PB