Corpo de Júlia dos Anjos é liberado pelo IPC e segue para ser sepultado

O corpo da adolescente de 11 anos, Júlia dos Anjos, encontrado pela Polícia Civil dentro de uma cacimba na região da Praia do Sol no dia 7 de abril, foi liberado pelo Instituto de Polícia Científica (IPC) na manhã desta quarta-feira (20) e seguiu direto para o Cemitério Jardim Mangabeira, onde deve acontecer o sepultamento da menina. Francisco, o padrasto de Júlia, indicou onde estaria o corpo da menina depois de confessar que a matou, e foi preso.

O corpo foi encontrado e retirado de dentro da cacimba, que é um pequeno poço, na tarde do dia 12 de abril. De acordo com o delegado Rodolfo Santa Cruz, titular da delegacia de homicídios da capital, o padrasto foi ouvido pelo delegado Hector Azevedo, que disse que, após a confissão, Francisco indicou onde estaria o corpo da menina. O g1 não conseguiu contato com a defesa de Francisco.

Cacimba onde corpo de Júlia foi encontrado — Foto: Silvia Torres/TV Cabo Branco

Francisco confessou o crime somente em um terceiro interrogatório, em que também disse que a matou ainda dentro de casa e que só depois levou o corpo para o local onde ele foi abandonado. O suspeito disse ainda que a mãe da menina dormia na hora do crime. A polícia suspeita de que a mulher tenha sido dopada.

O padrasto, que está preso desde o dia 12, vai ser indagado novamente pela polícia. Conforme o delegado, um dos assuntos que deve ser abordado em depoimento é o suspeito ter supostamente admitido que abusou sexualmente da adolescente. Anteriormente, à Polícia Civil, ele havia negado os abusos. Contudo, fontes ouvidas pela TV Cabo Branco relataram que Francisco confirmou durante uma audiência de custódia realizada na quarta-feira (13).

Rodolfo Santa Cruz não informou o momento exato em que o depoimento irá acontecer, mas adiantou que deve ser no presídio do Róger, onde o suspeito está preso.

De acordo com as fontes que falaram com a TV Cabo Branco no último dia 14, Francisco disse durante a audiência que abusou da menina “três ou quatro vezes”, mas que isso não teria ocorrido no dia do crime.

Fonte: G1 PB