Decoradora de festas é acusada de dar calote em quase 80 clientes, em João Pessoa

Quase 80 pessoas formaram um grupo para denunciar um calote que receberam de uma decoradora de festas de João Pessoa. Conforme as queixas, após firmar compromisso com vários clientes, a decoradora sumiu e apagou as redes sociais, alegando em post que teve problemas de saúde e que não conseguiria cumprir com os contratos.

Em um grupo formado nas redes sociais, 79 participantes denunciaram o mesmo problema com a decoradora e, assim, foram até a Central de Polícia nesta terça-feira (24). O receio das vítimas é que a empresa alegue ter falido e as clientes não consigam ter o dinheiro de volta.

Segundo a enfermeira Ariana Alves, depois de transferir os valores, se deparou com a postagem informando que a Cida Festas CW não iria conseguir realizar eventos futuros.

“Eu realizei um total de quatro transferências a ela. Transferi o balanço dos valores pra ela no sábado. Quando foi no domingo, que eu abri o Instagram, eu me deparei com a nota dela dizendo que tinha adoecido, que não ia fazer mais as festas futuras, que ia entrar em contato com todo mundo… e eu comecei a mandar mensagem pra ela e ela não respondeu mais. Até hoje ela não me deu mais nenhuma resposta”, disse à TV Cabo Branco.

Outra cliente que teve uma surpresa com a postagem foi a professora Poliana Brito. Por isso, decidiu procurar os fornecedores da empresa em busca de alguma informação.

“Uma das fornecedoras disse que há um ano não fazia mais festas com elas, porque tava muito difícil fazer festas com ela, porque ela já vinha devendo. Então, ela ia trocando de fornecedor e deixando dívidas nos outros”, afirma.

Conforme o delegado Aneilton Castro, a Delegacia de Defraudações e Falsificacões da Capital só registra golpes acima de vinte salários mínimos, então, as vítimas foram orientadas a procurar as delegacias distritais para dar entrada nos processos criminais.

O delegado de defraudações também orientou as quase 80 vítimas que foram lesadas a procurar o ressarcimento na Justiça.

“É um sentimento de impotência mesmo. Que foi feita de boba. Eu sempre tenho cautela na hora de realizar pagamentos e como foi uma pessoa indicada por uma pessoa de confiança, eu nunca imaginei que iria passar por isso”, disse a enfermeira Ariana Alves.

Fonte: G1 PB