Ação conjunta das polícias Civil de Sousa e Campina Grande desarticula desmanche de veículos

Um desmanche de veículos foi desbaratado pela Polícia Civil de Campina Grande a partir de levantamentos do Grupo Tático Especial (GTE) da cidade de Sousa, no Sertão paraibano, que realizou de forma efetiva uma apuração do local, e passou as informações devidas à Polícia Civil de Campina Grande.

De posse das informações, os agentes da Rainha da Borborema, por meio da Delegacia de Roubos e Furtos (DRF), realizaram as ações que resultaram na prisão de cinco investigados e na recuperação de seis veículos. Dez crimes de roubo de carro foram elucidados por esta investigação.

Denominada Operação Pit Stop, a investigação conseguiu localizar uma organização criminosa que cometia roubos, desmanche e transporte de veículos roubados na cidade.

(Foto: divulgação/PCPB).

As primeiras prisões ocorreram na manhã da última quinta-feira (09), no bairro de Santa Rosa. Os dois homens de 22 e 26 anos de idade foram identificados em três roubos à mão armada, nos quais levaram um veículo no bairro do Cruzeiro no dia 1º de junho e mais dois carros na última terça-feira (07), sendo um no bairro Jardim Paulistano e o outro no bairro do Centenário.

Nesta sexta-feira (10), mais um investigado foi capturado pela DRF, desta vez no bairro da Liberdade. Ele é apontado como autor de quatro roubos de veículos, sendo um no bairro São José, outro no bairro Santa Cruz e um no Presidente Médici, os três na data de 23 de maio deste ano; o outro registro foi no bairro do Catolé dois dias depois, em 25 de maio.

Oficina de desmanche

Ainda nesta sexta-feira (10), seguindo o pontilhado das informações levantadas pelos investigadores, as equipes policiais foram até uma oficina de desmanche de veículos, localizada por trás do Sesc Centro, em Campina Grande, e prenderam um homem de 39 anos, por receptação qualificada. No local havia carcaças de chassis, motores de carros e motos, placas clonadas de São Paulo e Rio de Janeiro, bem como seis veículos adulterados, alguns com restrição de roubo e/ou furto.

“Ele confessou que, semanalmente, transportava os veículos adulterados (clonados), já negociados a terceiros, para cidades como Bayeux/PB, João Pessoa/PB, Santa Cruz do Capibaribe/PE, entre outras. E disse, inclusive, que recebia cerca de R$ 1.00,00 a R$ 2.000,00 por cada transporte que fazia”, explicou o delegado Demétrius Patrício.

Um segundo investigado na oficina, apontado como proprietário do estabelecimento e chefe do bando, conseguiu fugir do local, mas foi capturado por policiais militares no município de Queimadas. Ele tem 44 anos de idade e apresentou nome falso à guarnição, mas foi reconhecido pelos PMs, graças a fotos compartilhadas em redes sociais.

“Foi um trabalho criterioso, com muitas provas e indícios levantados por nossas equipes, e que resultou na elucidação de dez crimes de roubo de veículos aqui em Campina Grande. Quem conhece de investigação criminal sabe que não é fácil reunir esses pontos, mas a Polícia Civil vem fazendo sua parte”, concluiu Demétrius.

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