Os problemas econômicos da China vieram à tona em 2023, com o país lutando contra uma crise imobiliária generalizada, a queda nos gastos dos consumidores e o desemprego recorde entre os jovens como consequências da pandemia.

Os dados anuais divulgados nesta quarta-feira confirmaram as dificuldades, mostrando que a economia cresceu a uma das taxas mais lentas em mais de três décadas.

Segundo o que foi divulgado, o PIB chinês cresceu a uma taxa de 5,2%, atingindo 126 bilhões de yuans (R$ 87,3 bilhões).

Os dados apontam para o desempenho mais fraco desde 1990 da economia chinesa – excluindo os anos de pandemia.

Ainda de acordo com os dados divulgados por Pequim, a taxa de desemprego entre os jovens em dezembro de 2023 era de 14,1%. Esse índice havia chegado a 21,3% em junho, mas caiu depois da China suspender temporariamente a divulgação dos números mensais.

E os dados populacionais recentes reforçam ainda mais as preocupações sobre a economia – já que a China depende há muito tempo de uma mão de obra mais velha como principal motor da sua economia.

O país enfrenta uma pressão crescente nos seus sistemas de saúde e de previdência à medida que a população de aposentados cresce – a previsão é que esse grupo se expanda em até 60%, para 400 milhões de pessoas, até 2035.

Mas especialistas dizem que o país tem tempo e recursos para gerir a transição da sua força de trabalho.

“A China não é diferente de outros países que se desindustrializaram e passaram para o setor dos serviços. A população se torna mais instruída, qualificada e saudável, e quer ocupar outros empregos em vez de trabalhar em fábricas ou na construção”, diz Gietel-Basten.

“O governo está ciente disso e se planejou ao longo da última década, por isso espera-se que continue nessa direção.”

A China, que já foi a nação mais populosa do mundo, foi ultrapassada pela Índia no ano passado, segundo a ONU. A população da Índia é hoje de 1,42 bilhão de pessoas.

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Fonte: BBC NEWS BRASIL