Mulher acusada de matar filha de 1 ano passa por audiência de instrução, em João Pessoa

Júlia, de 1 ano, foi morta a facadas em outubro de 2023. Mãe da menina confessou o crime

Julia, de 1 ano, foi morta a facadas em João Pessoa; mãe se entregou à polícia após o crime — Foto: TV Cabo Branco/Reprodução

Aconteceu na manhã desta quinta-feira (7) a audiência de instrução de Eliane Nunes da Silva, acusada de matar a filha Júlia, de 1 ano. A audiência foi realizada no Fórum Criminal de João Pessoa.

Foram ouvidas uma testemunhas, uma de acusação, o ex-companheiro de Eliane, e uma de defesa, o pai da acusada. Eliane Nunes da Sivla também foi interrogada. Detalhes dos depoimentos não foram divulgados.

A defesa de Eliane Nunes informou ao g1 que solicitou a concessão de liberdade provisória para a acusada. Como justificativa, o advogado de defesa Jardiel Oliveira alegou que “que toda a instrução já foi concluída, ela não apresenta nenhum risco se colocada em liberdade, uma vez que existem outras medidas cautelares menos gravosas, como monitoramento eletrônico e prisão domiciliar”.

O pedido ainda deve ser analisado, e a acusada permanece presa na penitenciária Júlia Maranhão em João Pessoa.

Relembre o caso

Eliane Nunes, de 27 anos, foi presa no dia 26 de outubro de 2023, após confessar que matou a própria filha, de 1 ano, para não perder a guarda da menina para o pai, em João Pessoa. O crime aconteceu no condomínio onde a suspeita mora, no bairro do Geisel.

A menina de 1 ano foi assassinada a facadas, dentro do berço, e teve ferimentos em várias regiões do corpo, entre elas o abdômen, as costas e o pescoço.

Ainda segundo o delegado, o crime aconteceu após uma discussão da mãe com o pai da bebê, de quem estava em processo de separação.

“Ela alegou que hoje de manhã teve uma confusão com o marido, e que ele disse que queria se separar, que a relação não estava dando mais certo. Ele teria dito que a criança ia ficar com ela, mas ele ia procurar a Justiça para detalhar a guarda compartilhada, ajuda financeira e sentimental para ficar com a filha”, contou o delegado.

Bruno explicou ainda que após a discussão, o pai foi trabalhar, e em seguida ela cometeu o crime.

Fonte: G1/PB