A Polícia Federal deflagrou na manhã desta quinta-feira (19), na cidade de João Pessoa, a “Operação Território Livre”, com a fase denominada Segundo Turno.
Esta fase tem como objetivo investigar o crime de aliciamento violento de eleitores e organização criminosa atuante no bairro São José, na capital paraibana.
As diligências de hoje são fruto da análise do material arrecadado na primeira fase da Operação Território Livre e visam complementar as provas de materialidade, autoria e circunstâncias dos crimes investigados.
De acordo com a Polícia Federal, foram cumpridos 7 mandados de busca e apreensão e dos 6 mandados de prisão preventiva expedidos em vários bairros da cidade, 5 foram efetuados.
Entre os presos está a vereadora Raissa Lacerda (PSB). Ela e os demais foram levados ao IPC de João Pessoa para realização exames de corpo de delito e em seguida retornaram para a superintendência da Policia Federal para aguardar audiência de custódia.
Às 12h55 a audiência foi concluída e todos os presos permaneceram detidos. Quatro mulheres, inclusive a vereadora, foram encaminhadas para o Presídio Júlia Maranhão, e o único homem capturado que é esposo de uma das presas, foi levado para o PB1.

INVESTIGAÇÃO
Conforme dados da Polícia Federal, uma das mulheres presas usava de poder para determinar quem deve ser votado no bairro São José. Uma outra exercia influência na comunidade e era ligada a uma ONG. A terceira presa seria articuladora da vereadora Raíssa Lacerda no Alto do Mateus e teria ligação com facção do bairro. De acordo com as informações, ela tentava coagir votos para determinados candidatos.
“Essa operação de hoje ela combate o novo ‘voto de cabresto’, antigamente realizado por coronéis junto aos seus empregados, agora realizado pelas facções, pelos traficantes e por milícias, tendo um político como beneficiário direto e aquele que coage o eleitor de sua região como beneficiário indireto daquele voto conseguido por meio do aliciamento eleitoral violento”, diz nota da PF.

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Portal PB News com Portal Diário