Segundo matéria da Revista Oeste, publicada em 2 de dezembro de 2025, Michelle Bolsonaro se manifestou contra a aliança do PL Ceará com Ciro Gomes.
A ex-primeira-dama, que preside o PL Mulher nacionalmente, tornou pública sua forte oposição a uma possível união eleitoral entre o Partido Liberal (PL) no Ceará e o político Ciro Gomes (PSDB). O posicionamento de Michelle intensificou o debate interno na sigla sobre as articulações no estado nordestino.
Por meio de uma nota divulgada nessa terça-feira, 2 de dezembro de 2025, Michelle Bolsonaro destacou que sua recusa é pautada na defesa dos valores do grupo e de sua família. Ela enfatizou que é inaceitável apoiar a candidatura de alguém que, segundo ela, foi responsável por criar a narrativa de que o ex-presidente Jair Bolsonaro seria um “genocida”.
Em seu comunicado, a ex-primeira-dama foi taxativa ao afirmar que não cederia seu apoio a um adversário que “tanto mal causou ao meu marido e à minha família”. Michelle alertou que alianças feitas apenas para derrotar a esquerda podem comprometer os princípios da direita, comparando a situação com a troca de líderes ideologicamente opostos, como “trocar Joseph Stalin por Vladimir Lenin”.
Racha e Dissidência Interna
A controvérsia ganhou força após o deputado federal André Fernandes (PL-CE) conduzir negociações com o PSDB envolvendo Ciro Gomes. Michelle já havia rejeitado a possibilidade publicamente durante um evento, indicando preferência por outro nome da direita, como o senador Eduardo Girão (Novo-CE).
A manifestação de Michelle gerou uma dissidência interna na família e no partido. Os filhos do ex-presidente, como Flávio, Carlos e Eduardo Bolsonaro, se manifestaram a favor de André Fernandes. Eles argumentaram que a negociação teria sido orientada pelo próprio Jair Bolsonaro, e que a ex-primeira-dama teria “atropelado” a liderança do marido.
Em resposta, Michelle Bolsonaro afirmou na mesma nota que Jair Bolsonaro não lhe havia comunicado qualquer intenção de se aliar a Ciro Gomes. Ela concluiu defendendo seu direito de não aceitar a articulação, mesmo que essa fosse a vontade do ex-presidente, e pediu desculpas aos filhos, reforçando que seu objetivo é proteger o marido e o que ela considera ser o “maior líder que esse país já teve”.
Com informações da Revista Oeste