O Carnaval do Rio de Janeiro tornou-se palco de uma polêmica nacional na noite deste domingo (15). A escola de samba Acadêmicos do Niterói levou para a avenida o enredo “Neoconservadorismo em conserva”, uma clara ofensiva direta aos setores da direita e à comunidade cristã brasileira.
Com fantasias que simulavam latas de conserva contendo a representação da “família tradicional”, a agremiação não poupou ataques, chegando a retratar evangélicos de forma caricata.
“Ridicularização Terrível”, dispara Eliza Virgínia
A vereadora pessoense Eliza Virgínia (PP) utilizou suas redes e canais de comunicação para manifestar repúdio ao que chamou de “intolerância religiosa” financiada pelo Estado. Segundo a parlamentar, o valor investido na escola chega a milhões, montante que, em sua visão, serve para “enaltecer Lula” e humilhar milhões de cidadãos.
“Eles nos colocam dentro de uma lata de conserva fazendo uma ridicularização terrível, praticando intolerância religiosa e carregando a Bíblia na mão de forma desrespeitosa. Isso é uma falta de respeito com mais de 50 milhões de brasileiros”, afirmou a vereadora.
O Contraste: O Carnaval da Fé
Eliza Virgínia aproveitou para traçar um paralelo entre a “folia da zombaria” e os retiros espirituais que ocorrem simultaneamente pelo país. Ela citou o exemplo de Campina Grande, que durante o Carnaval se transforma no maior polo cristão do Brasil, atraindo mais de 230 mil pessoas para eventos como a Consciência Cristã.
Valores em xeque: Enquanto a escola de samba critica a moral conservadora, Eliza defende que os eventos religiosos afastam os jovens das drogas, da prostituição e de doenças.
Constituição: A vereadora lembrou que a liberdade de crença e o respeito aos cultos são direitos constitucionais que não podem ser atropelados por narrativas políticas financiadas com impostos do contribuinte.
Consequências Políticas
A fala da vereadora ecoa um sentimento de indignação que promete ganhar fôlego no Congresso e nas câmaras municipais. Para Eliza, a associação direta entre a escola e o governo Lula é clara, e o uso de recursos públicos para “humilhar” a classe trabalhadora evangélica não ficará sem resposta.
“Nós pagamos nossos impostos e temos nossos direitos. Isso não pode ficar assim!”, finalizou a parlamentar.
Confira a fala de Eliza na íntegra:
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