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Delegado diz que suspeita de carne estragada em pizzaria de Pombal depende de laudos periciais

O delegado Rodrigo Barbosa, da Polícia Civil da Paraíba, afirmou que a interdição da pizzaria no Centro da cidade de Pombal, após um caso de intoxicação alimentar que resultou na morte de uma mulher de 44 anos, foi realizada de forma cautelar e que as conclusões ainda dependem de laudos periciais.

O caso ocorreu no último domingo (15), quando várias pessoas apresentaram sintomas de intoxicação após consumirem pizzas no estabelecimento.

Segundo o delegado, a Vigilância Sanitária interditou o local já na segunda-feira (16), um dia após o ocorrido. A medida tem caráter preventivo e foi inicialmente estabelecida por um período de 90 dias.

Durante a ação, foram recolhidas matérias-primas utilizadas na produção dos alimentos, que serão submetidas a exames laboratoriais para identificar a possível substância tóxica responsável pela intoxicação. Além disso, o corpo da vítima que veio a falecer foi submetido a exame toxicológico.

Rodrigo Barbosa destacou que ainda não é possível confirmar a causa do ocorrido. “Há relatos iniciais de que poderia ter sido carne estragada ou nata, mas dependemos dos resultados da perícia”, explicou.

A Polícia Civil segue com a apuração do caso, realizando oitivas de testemunhas e aguardando os laudos técnicos que devem esclarecer as circunstâncias da intoxicação.

Até este momento, a única vítima fatal é a servidora pública Rayssa Bezerra, de 44 anos. Além dela, 114 pessoas foram atendidas com sintomas semelhantes.

De acordo com a Secretaria de Saúde do município, 44 pessoas deram entrada na UPA local. Ao todo, somado a 74 que foram atendidas no Hospital Regional de Pombal, o número sobre para 114.

Proprietário da pizzaria se pronunciou

Na noite dessa terça-feira (17), o empresário Marcos Antonio Gomes Neto, de 24 anos, se pronunciou publicamente, no seu perfil do Instagram, sobre o caso.

Ao lado da advogada Raquel Dantas, o empresário publicou um vídeo se pronunciando pela primeira vez após seu estabelecimento ser interditado pela Vigilância Sanitária e a Polícia Civil abrir inquérito para apurar os fatos. “Estou há seis anos trabalhando e, graças a Deus, nunca aconteceu qualquer situação semelhante”, disse o empresário, alegando ter sido pego de surpresa com o que aconteceu.

“Eu estou sem acreditar também. Não sei o que aconteceu. Eu entrei em contato com o pessoal da Vigilância Sanitária, convidei até o estabelecimento para poderem fazer a fiscalização e me dar uma resposta do que veio a ocorrer. Todos nós queremos resposta: eu como proprietário, pessoas que foram afetadas e seus familiares. Estou fazendo o possível, estou colaborando com a Vigilância, fornecendo amostras; com a Polícia Civil também; com a Prefeitura também, porque eu preciso da verdade para me sentir bem”, afirmou.

“Meu comércio é minha vida. Jamais iria me sabotar, me prejudicar. Tudo que eu conquistei foram em seis anos de muita luta, de muita renúncia e dificuldade. Minha última intenção seria justamente prejudicar os meus clientes que dão meu sustento, que dão meu ganha pão de cada dia”, completou.

PORTAL PB NEWS

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