Uma ilha no Rio de Janeiro, a cerca de oito quilômetros da costa, virou um problema sanitário e ambiental. Conhecida como “Ilha dos Gatos”, em Mangaratiba, ela abriga centenas de felinos abandonados que dependem da ajuda de voluntários para sobreviver, já que o local não possui fontes de água doce nem oferta suficiente de alimento.
Pesquisadores e autoridades alertam para as condições precárias dos animais e para os riscos à saúde pública. Estudos identificaram o protozoário causador da toxoplasmose em 40% dos gatos analisados. As fezes dos animais podem ser levadas pela chuva até o mar, contaminando ostras e mariscos consumidos pela população.
Segundo especialistas, o abandono de gatos na ilha teria começado na década de 1950 e se intensificado ao longo dos anos. Atualmente, a prática é considerada crime, sujeito a multa e prisão. Uma força-tarefa reúne pesquisadores, veterinários e a prefeitura para enfrentar o problema.
Em 2026, o município de Mangaratiba aprovou uma legislação específica para aumentar as punições em casos de abandono nas ilhas da região. A previsão é retirar todos os gatos do local até o fim do ano, com acolhimento, castração, microchipagem e encaminhamento para adoção.