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VÍDEO: “Já denuncio isso há muito tempo”, diz Eliza Virgínia ao comentar ação de ONG feminista contra cotas para mulheres trans

Em publicação nas redes sociais, a vereadora Eliza Virgínia, de João Pessoa, comentou uma ação judicial movida por uma ONG feminista com o objetivo de impedir que mulheres trans disputem vagas destinadas às cotas femininas na política.

A parlamentar afirmou que essa é uma pauta defendida por seu mandato há muito tempo. “Eu não acredito! Eu já denuncio isso há muito tempo! Será que as feministas começaram a enxergar que a real intenção de muitas mulheres trans é ocupar o lugar das mulheres?”, questionou.

Durante a publicação, Eliza listou alguns espaços que, segundo ela, vêm sendo ocupados por mulheres trans.

1 – Banheiros: “Estão ocupando nossos banheiros.”
2 – Esportes: “Estão ocupando há tempo os nossos esportes. Graças a Deus que agora o Comitê Olímpico Internacional proibiu mulher trans de competir com mulheres. Até que enfim!”
3 – Cadeias femininas: “Estão ocupando até as cadeias femininas. Muitos homens que são presos como homens vão para a cadeia e, de repente, se transformam em mulheres trans e pedem transferência para cadeias femininas. Resultado disso: gravidez indesejada, violência entre mulheres trans e mulheres, e elas perderam a paz dentro da própria cadeia. Nem as cadeias estão escapando”, acrescentou.
4 – Política: “Sim, estão ocupando a política através das cotas femininas. Eu sou contra as cotas, mas hoje as mulheres têm uma cota específica e recebem recursos financeiros dos partidos destinados exclusivamente às mulheres. Vendo isso, as mulheres trans agora querem entrar na política através das nossas cotas”, afirmou.

Eliza citou como exemplo as deputadas Erika Hilton (PSOL-SP) e Duda Salabert (PSOL-MG), afirmando que ambas chegaram à política por meio das cotas destinadas às mulheres.

A parlamentar paraibana também criticou o fato de Erika Hilton presidir a Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara dos Deputados.

“E agora temos uma mulher trans que não gesta, que não é mulher, que não menstrua, que não amamenta, sendo presidente da Comissão das Mulheres”, declarou. Em seguida, acrescentou que as feministas que hoje defendem a retirada de mulheres trans das cotas foram, segundo ela, as mesmas que fortaleceram a pauta trans no Congresso Nacional.

“Agora estão amargando a dor de ter seus espaços preenchidos por mulheres trans”, concluiu.

Confira a fala da vereadora no vídeo abaixo.

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