HomeDestaquesPrimo de dono da PixBet é preso pela Polícia Federal na Paraíba

Primo de dono da PixBet é preso pela Polícia Federal na Paraíba

O primo de Ernildo Dantas, proprietário da empresa de apostas esportivas PixBet, Diomar Tadeu Dantas de Farias, que é sócio proprietário, foi preso na manhã desta quinta-feira (17), no Distrito de Jacumã, no município de Conde, Litoral Sul da Paraíba.

A captura se deu por meio de um mandado de prisão preventiva, durante deflagração da segunda fase da Operação Arena, da Polícia Federal.

A investigação, segundo a PF, apura condutas relativas aos crimes de evasão de divisas, lavagem de dinheiro e outros contra a ordem tributária e financeira.

A ação desta quinta-feira (17) cumpriu cinco mandados de busca e apreensão e um de prisão preventiva, além de medidas de sequestro de bens, nas cidades paraibanas de Campina Grande e de João Pessoa.

A assessoria da PF ressalta que o mandado de prisão era em Campina Grande, mas o alvo foi preso em Jacumã.

Primeira fase – A primeira fase da Operação Arena se deu no último dia 13 de agosto. Um dos alvos da investigação, o empresário paraibano Ernildo Júnior, ligado à casa de apostas Pix Bet, foi abordado na referida data, por agentes da PF na BR-230 enquanto seguia em direção a Campina Grande. Na ocasião, o veículo e o celular do empresário foram apreendidos. Apesar da interceptação, Ernildo Júnior não foi preso. A medida fez parte do cumprimento dos mandados de busca e apreensão expedidos pela Justiça Federal.

Ao todo, a primeira fase da operação cumpriu 17 mandados de busca e apreensão em cinco estados, além de medidas de quebra de sigilos telemático e bancário e sequestro de bens e valores de até R$ 1,1 bilhão.

Segundo as investigações, o grupo empresarial teria utilizado uma complexa estrutura financeira e societária para dificultar a identificação da origem e do destino de recursos obtidos com jogos de azar e apostas esportivas.

Um dos pontos investigados é a utilização de empresas registradas no exterior. A apuração aponta que, embora a estrutura societária estivesse vinculada a outros países, inclusive Curaçao, a gestão operacional, administrativa e decisória das atividades ocorreria no Brasil.

A Polícia Federal também investiga o uso de empresas nacionais e estrangeiras, instituições de pagamento, operações de câmbio e ativos digitais. A suspeita é de que essas estruturas tenham sido utilizadas para movimentar recursos e, posteriormente, transferi-los para contas pessoais dos investigados, dificultando o rastreamento financeiro.

Outro aspecto analisado pelos investigadores é a possível omissão de rendimentos e o uso de estruturas empresariais que poderiam ter como finalidade reduzir ou evitar, de forma irregular, a tributação devida no Brasil.

A Operação Arena foi deflagrada pela Polícia Federal em conjunto com o Ministério Público Federal, a Receita Federal e a Secretaria de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda.

Os investigados poderão responder, conforme a participação de cada um, por crimes como evasão de divisas e lavagem de dinheiro, além de possíveis delitos contra o Sistema Financeiro Nacional.

As investigações continuam e a apuração deverá esclarecer a participação individual dos envolvidos e a origem dos recursos movimentados pelo grupo.

Com sede em Campina Grande, a PixBet opera na internet como “um site de jogos online que foi criado por um grupo de profissionais de iGaming”. Na plataforma, os clientes fazem suas apostas esportivas e utilizam um cassino online “com saque rápido via Pix”.

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