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Audiência vai definir para onde vai menina abandonada em hospital de João Pessoa

Uma audiência deve ser realizada nesta terça-feira (4) para definir o local em que a menina de cinco anos abandonada no Hospital Arlinda Marques, em João Pessoa, deve ir após receber alta médica. Enquanto isso, a menina segue na unidade hospitalar recebendo cuidados da equipe do hospital. De acordo com a Secretaria de Saúde, a audiência será realizada pelo Conselho Tutelar de Caaporã e o Ministério Público da Paraíba, por meio da promotoria do município de Caaporã.

A menina de cinco anos foi abandonada pela própria mãe no Complexo Pediátrico Arlinda Marques, em João Pessoa. A menina deu entrada no hospital há cerca de 104 dias, com quadro grave de meningite por tuberculose e com tuberculose pulmonar.

Já na admissão, foi detectado pela equipe que a paciente estava em situação de vulnerabilidade e suspeita de maus tratos. Durante o tratamento, a menina esteve internada na UTI por um mês, onde as visitas da genitora eram esporádicas. Ao receber alta da intensiva, e ser transferida para a enfermaria, as ausências da mãe se intensificaram. Parentes próximos foram procurados, mas não foram localizados.

O Arlinda Marques informou ainda que desde a internação o Ambulatório de Atendimento às Vítimas de Violência e Acidentes (Amviva) e o Conselho Tutelar foram acionados.

No momento, o quadro de saúde que era grave foi revertido para estável, apesar das sequelas neurológicas que vem apresentando em virtude da gravidade da situação na admissão. O diretor do hospital, Ariano Brilhante, afirma que a criança está em condições de receber alta médica, mas isso ainda não vai ser feito até que seja encontrado um lugar para a menor de idade ficar.

De acordo com a Secretaria de Saúde da Paraíba, o estado da criança é estável, ela já pode receber alta médica e receber tratamento domiciliar.

A direção do Complexo Pediátrico ressalta que ampliou a escala de enfermeiros e vem suprindo as necessidades da criança durante a internação, tanto de acompanhante, quanto de itens de uso pessoal.

O que pode acontecer com a criança
A Direção da unidade ressalta que vem dialogando ao longo dos últimos meses, e agindo de forma integrada, com o Conselho Tutelar de Caaporã e a Promotoria da infância. Na última quinta (30), os conselheiros tutelares que estão acompanhando a paciente estiveram na unidade para observar a evolução do quadro.

Em nota, o Conselho Tutelar de Caaporã confirmou a visita ao Arlinda Marques e informou que está acompanhando o caso e prestando todo apoio à criança.

Fonte: G1/PB

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