Paraibanos que estão na Flórida, nos Estados Unidos, por onde está passando o furacão Ian, relataram ao g1 a presença de ventos e chuvas fortes, quedas de energia e árvores caídas. Desde esta quarta-feira (28), eles estão sem poder sair de casa, mas permanecem em segurança.
“Se transformou em uma tempestade e já passou, os ventos ainda estão fortes e cai a energia às vezes. Recebemos alguns avisos pra nao sair porque as ruas estão alagadas”, relatou Edson Júnior que mora em Orlando.
O fenômeno tinha a previsão de chegar ao estado com nível 4, mas enfraqueceu e se tornou uma tempestade tropical. Apesar disso, deixou sem energia 1,8 milhão de pessoas nesta quarta-feira (28) e ameaça provocar outros danos nesta quinta (29), segundo o Centro Nacional de Furacões (NHC, na sigla em inglês).
Já João Cunha, que está em Orlando há um mês, com a mãe, para ajudar a irmã que teve um filho recentemente, estava sem energia elétrica quando falou com o g1 por mensagens de aplicativo.
Paraibanos armazenaram mantimentos
Nesta quarta-feira (28), antes da chegada do furacão Ian, Edson Júnior e João Cunha conversaram com o g1 sobre como eles e os familiares estavam se preparando para aguardar a passagem do fenômeno em segurança.
“As aulas foram suspensas hoje, daí estamos evitando sair ao máximo. Já compramos mantimentos para os próximos três dias, abastecemos o carro (caso seja necessário evacuar) e estamos acompanhando as notícias, porém sem desespero”, disse João Cunha.
Edson Júnior se deparou com o supermercado cheio e grandes filas ao comprar mantimentos para os próximos dias nesta quarta-feira (28). Ele chegou a enviar fotos da fila que enfrentava em um supermercado, quando comprava os alimentos para armazenar.
Sobre o furacão Ian
O furacão Ian, que passou por Cuba, tocou o solo duas vezes na Flórida, depois de ganhar força e ter sido elevado nesta quarta-feira (28) à categoria 4, informou o Centro Nacional de Furacões (NHC, na sigla em inglês) do país.
Esse é um dos furacões mais fortes a atingir os EUA em décadas, segundo o “New York Times”. Os meteorologistas afirmaram que uma parte do estado deve observar uma onda de tempestade catastrófica, vento e inundações.
Fonte: G1/PB