VÍDEO: Eliza Virgínia critica placar sobre descriminalização do porte da maconha e questiona competência de julgamento

A vereadora disse que a demanda não caberia ao STF, mas teria que ser debatida entre deputados e senadores. Ela ressaltou também que a própria população estaria sendo "excluída" da tomada de decisão

Foto: divulgação/STF

A vereadora pessoense Eliza Virgínia (PP) postou um vídeo em suas redes sociais, criticando a aprovação parcial da descriminalização do porte de drogas, por parte do Supremo Tribunal Federal (STF).

A parlamentar fez questão de mostrar que os ministros indicados por Bolsonaro, isto é, André Mendonça e Nunes Marques, votaram contra. Outro que também foi contrário à maioria, foi Cristiano Zanin, ministro indicado por Lula.

A vereadora Eliza Virgínia criticou a forma como está sendo tratada a questão e disse que tal decisão teria que ser debatida entre deputados e senadores, e não seria competência do STF. Ela disse também que a própria população está sendo “excluída” da tomada de decisão.

“É muito triste ver que estamos aleijados dessa decisão, já que é uma matéria que deveria ser competência do legislativo, porém está sendo decidida pelo tribunal. Uma matéria onde os doutores estão dizendo: ‘um terço dos usuários apresentam dependência’, segundo Dr. Kevim, PHD no assunto. E que futuro nós estamos criando para os nosso filhos? Porque a população está sendo excluída dessa decisão, já que está explicitamente escancarado a invasão de competência, do poder legislativo. O que resta para nós? Democracia?”, questionou a vereadora.

PEDIDO DE VISTA

A votação foi pausada nessa quarta-feira (06) devido a um pedido de vista feito pelo ministro Dias Tofoli. Ainda não há uma data definida para retorno das discussões.

Até o momento o placar é de 5 x 3 a favor da descriminalização que até então refere-se ao porte de maconha para uso pessoal, com consumo de 60 gramas de maconha ou seis plantas fêmeas.

MINISTROS QUE VOTARAM A FAVOR

Os ministros Gilmar Mendes, Alexandre de Moraes, Rosa Weber (aposentada) e Luís Roberto Barroso votaram a favor da descriminalização. O ministro Edson Fachin, apesar de entender pela inconstitucionalidade do dispositivo, não fixa um quantitativo, pois entende que o Legislativo é quem deve estabelecer os limites.

VEJA ABAIXO A POSTAGEM DA VEREADORA:

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