A Petrobras anunciou nessa quinta-feira (28) um reajuste de R$ 0,48 por litro no preço da gasolina A vendida às distribuidoras. Apesar disso, o governo federal criou um subsídio de R$ 0,44 por litro para reduzir o impacto do aumento no valor final do combustível.
Em entrevista exclusiva ao Diário do Sertão, o advogado Marcel Chaves, especialista em Direito do Petróleo e representante jurídico do Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo da Paraíba (Sindipetro-PB), explicou que o benefício funciona como um crédito oferecido às distribuidoras para compensar quase todo o reajuste anunciado pela Petrobras.
Segundo ele, se as distribuidoras aceitarem o subsídio, o aumento repassado aos postos deve ser de apenas R$ 0,04 por litro. No entanto, Marcel alertou que as empresas não são obrigadas a aderir à medida do governo.
“Se a distribuidora não aceitar o crédito da subversão do governo, os 48 centavos é que vai vigorar. Então, vai ser repassado com aumento integral para o posto de gasolina”, explicou.
O advogado também destacou que os postos de combustíveis não compram diretamente da Petrobras, mas exclusivamente das distribuidoras, que são responsáveis pelo repasse dos preços ao mercado.
Ainda de acordo com Marcel Chaves, o reajuste anunciado pela Petrobras é reflexo da alta internacional do petróleo provocada pelos conflitos no Oriente Médio.
O subsídio do governo federal terá duração inicial de dois meses e será pago a produtores e importadores de combustíveis por meio da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).
A Petrobras informou ainda que, mesmo com o reajuste, o preço atual da gasolina permanece 27,6% abaixo do valor registrado em dezembro de 2022.
PORTAL PB NEWS com PORTAL DIÁRIO